Um bom Almodóvar. Isto é, com o repertório de elementos psicológicos e iconográficos do autor – e seu alterego na figura do protagonista -, e sua agonia existencial.
Seus filmes tem um pathos que pouco ou quase nada se altera observando-se sua trajetória, configurando-se uma verdadeira essência da obra. O desejo como uma força amoral, indomesticável, que traz à tona nossas maiores abjeções e perversões.
Em torno disso, suas narrativas se desenrolam magistralmente misturando climas e atmosferas, do filme noir ao drama e à comédia, mas todos impregnados da sua verve e do magnetismo dos seus personagens, seres viscerais que se livram de suas amarras de forma inescrupulosa e passional, revolvendo o próprio substrato psicanalítico que permeia a obra do autor.
A estória desse filme tem muito da atmosfera dos clássicos hollywoodianos. Diferentemente da fórmula daqueles filmes, o mistério ou pathos da obra não é tratado com as limitações morais que sociedade americana estabelece. Ao contrário, o mistério em Almodóvar é destravado – as contradições da sociedade civilizada têm suas seqüelas completamente expostas.
Uma trama na qual há todos os ingredientes de um película noir: o poder do dinheiro e dos interesses que giram em torno dele; sexualidade à flor da pele, como bom filme espanhol; a enigmática personalidade do narrador, nesse “ato” representada pela cegueira que o acompanha; finalmente, a catarse essa filha do drama.
Enfim, outra obra de Almodóvar.
Por A.H. Garcia
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
PLUTOCRACIA x DEMOCRACIA
Esse é o resumo da ópera. O resto são efeitos especiais muito bem feitos e também muito previsíveis. E uma trilha grandiloquente para completar a atmosfera catastrófica – que tem o efeito colateral de acentuar o tom patético dos romances que sempre temperam esse tipo de filme. Afinal nem só de catástrofes vive hollywood.
Duas coisas se destacam como objeto de reflexão sobre o tema do filme. A compulsão nacional dos Estados Unidos sobre a questão do fim dos tempos – isto tem início desde a colonização, com o cerne do fundamentalismo abrigado nos porões do Mayflower e que perdura até os nossos dias, nas mentes e nas engrenagens produtivas da indústria americana, vide a corrida aeroespacial, nuclear, bélica etc – perigosamente extravasadas pelos fanáticos de plantão ...
Outro ponto bastante interessante. O problema central do mundo inteiro, mas mais dramático ainda para o bastião do Laissez Faire, o dilema Plutocracia x Democracia -, melhor, a questão moral -, afinal o mundo é governado pelo dinheiro e este compra tudo até a vida: claro que sim. Isto tem a haver com a mercantilização do trabalho, com a deificação do capital etc ... aliás traços atualmente muito mais evidentes em países emergentes e periféricos.
A ironia do filme é que seu argumento científico é o de que o núcleo da terra está sendo cozinhado por microondas emitidas por explosões solares, que faz com que se altere toda sua superfície e se desloque seus pólos magnéticos. Os pólos Sul e Norte, mudam de lugar – não deixa de ser uma teoria interessante.
Quantos aos atores, para quem valoriza sua presença, realmente dão alguma densidade e peso ao filme. Jonh Cusack, Danny Glover e a deliciosa Amanda Peet melhoram as coisas.
Duas coisas se destacam como objeto de reflexão sobre o tema do filme. A compulsão nacional dos Estados Unidos sobre a questão do fim dos tempos – isto tem início desde a colonização, com o cerne do fundamentalismo abrigado nos porões do Mayflower e que perdura até os nossos dias, nas mentes e nas engrenagens produtivas da indústria americana, vide a corrida aeroespacial, nuclear, bélica etc – perigosamente extravasadas pelos fanáticos de plantão ...
Outro ponto bastante interessante. O problema central do mundo inteiro, mas mais dramático ainda para o bastião do Laissez Faire, o dilema Plutocracia x Democracia -, melhor, a questão moral -, afinal o mundo é governado pelo dinheiro e este compra tudo até a vida: claro que sim. Isto tem a haver com a mercantilização do trabalho, com a deificação do capital etc ... aliás traços atualmente muito mais evidentes em países emergentes e periféricos.
A ironia do filme é que seu argumento científico é o de que o núcleo da terra está sendo cozinhado por microondas emitidas por explosões solares, que faz com que se altere toda sua superfície e se desloque seus pólos magnéticos. Os pólos Sul e Norte, mudam de lugar – não deixa de ser uma teoria interessante.
Quantos aos atores, para quem valoriza sua presença, realmente dão alguma densidade e peso ao filme. Jonh Cusack, Danny Glover e a deliciosa Amanda Peet melhoram as coisas.
Por Antonio Henrique Garcia
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Os Vigaristas
Antes de assistir ao filme tinha lido um texto no jornal “ A Tarde ”, que o crítico concluía dizendo em relação à narrativa, que, apesar da parte final ter sido mais movimentada – ou algo que o valha – o filme havia sido comprometido pela direção arrastada no seu miolo – ou algo que o valha.
Isto já seria uma análise superficial até para o pior filme ... Entretanto, estamos falando de um grande filme – que provavelmente seria rotulado de cult até algum tempo atrás -, que de arrastado não tem nada, senão uma feliz e profícua alusão ao Ulisses de Joyce. Por isso, o miolo que o in-feliz crítico chama de arrastado é um texto prenhe de significações, com uma narração e ritmo que beiram quase à literatura, e a ambigüidade que permeia todas as evocações do narrador – que, como no livro, pode se discutir se é o niilismo da obra ou a característica existencial do personagem, esperança de um ou cinismo do outro – remete de forma imediata e latente à subversão como uma forma de reação aos dogmas e às convenções do senso comum.
Mas, mesmo essa seria uma das muitas leituras de Ulysses. As suas experiências com as palavras, criam novas possibilidades mundanas, algo próximo às imagens do surrealismo. E é aí o ponto de congruência entre livro e filme, o que o in-feliz crítico chama de arrastado é a profusão simbiótica de imagens e palavras que viajam no tempo – presente e passado.
Os nomes dos protagonistas, Stephen e Bloom, não deixa de ser mais uma alusão ao livro. Bem como a paisagem européia, descortinada por Joyce em seu périplo e no dos personagens, que transitam por lugares quase que por algum desígnio astral, mitológico do grande viajante. E enfrentam desafios da mesma ordem, que são a essência da civilização ocidental.
Enfim, não é um filme estrito. É muito mais. É navegar mediterraneamente por desvãos e cavernas imaginárias. E é isto que os personagens fazem magnificamente pelas mãos do diretor, que não me ocorre o nome.
Por Antonio Henrique Garcia
Isto já seria uma análise superficial até para o pior filme ... Entretanto, estamos falando de um grande filme – que provavelmente seria rotulado de cult até algum tempo atrás -, que de arrastado não tem nada, senão uma feliz e profícua alusão ao Ulisses de Joyce. Por isso, o miolo que o in-feliz crítico chama de arrastado é um texto prenhe de significações, com uma narração e ritmo que beiram quase à literatura, e a ambigüidade que permeia todas as evocações do narrador – que, como no livro, pode se discutir se é o niilismo da obra ou a característica existencial do personagem, esperança de um ou cinismo do outro – remete de forma imediata e latente à subversão como uma forma de reação aos dogmas e às convenções do senso comum.
Mas, mesmo essa seria uma das muitas leituras de Ulysses. As suas experiências com as palavras, criam novas possibilidades mundanas, algo próximo às imagens do surrealismo. E é aí o ponto de congruência entre livro e filme, o que o in-feliz crítico chama de arrastado é a profusão simbiótica de imagens e palavras que viajam no tempo – presente e passado.
Os nomes dos protagonistas, Stephen e Bloom, não deixa de ser mais uma alusão ao livro. Bem como a paisagem européia, descortinada por Joyce em seu périplo e no dos personagens, que transitam por lugares quase que por algum desígnio astral, mitológico do grande viajante. E enfrentam desafios da mesma ordem, que são a essência da civilização ocidental.
Enfim, não é um filme estrito. É muito mais. É navegar mediterraneamente por desvãos e cavernas imaginárias. E é isto que os personagens fazem magnificamente pelas mãos do diretor, que não me ocorre o nome.
Por Antonio Henrique Garcia
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Bastardos Inglórios
Melhor filme de Tarantino. Ele é um dos poucos cineastas hoje em dia reconhecido por uma Direção Autoral. É claro que se falar de Produção, Direção, Roteiro, Montagem em um processo industrial como o que é atualmente a produção de filmes, não é a mesma coisa de décadas atrás, onde a mão do realizador interferia em todo o processo de criação do filme. Entretanto, isto posto, o gênio de Tarantino sobressaí-se ... seja pela sua extravagância, virulência, banalização etc, seja pelo seu estilo personalíssimo, calcado em vasta e variada iconografia, no qual pontua sua veia Expressionista no tratamento estético que dá aos filmes.
Dito isto, é que consideramos ser este o seu melhor filme.
A narrativa é dividida em partes que se entrelaçam intrínsecamente formando um todo orgânico ... É incrível que mesmo um texto que lida com o absurdo, o onírico e o farsesco, possua atributos de um realismo impressionante. Aí, entra a marca do diretor: sua virulência e contundência parecem ter ganhado novos contornos – se tornaram tão instintivas quanto inteligentes –, a elas somaram-se o perfeito enquadramento dos atores, diálogos cortantes, rápidos e pontuados por um non sense absoluto, e o argumento explorando a grandiloquente e caricata retórica nazista, de tal forma que poderiam ser comparados a uma sinfonia Wagneriana.
A direção de arte e cênica também excelentes. Cenários e planos abertos em proporções precisas.
A utilização, em grande parte, de atores locais, deu mais densidade dramática aos acontecimentos do filme. Brad Pitt deu um show como o rastejante e infame caçador de cabeças nazistas, compondo-o com a cara do Poderoso Chefão e sagacidade do homem sulista dos Estados Unidos.
O final catártico mereceu palmas. Pelo menos da platéia em que me encontrava.
Por Antonio Henrique Garcia
Dito isto, é que consideramos ser este o seu melhor filme.
A narrativa é dividida em partes que se entrelaçam intrínsecamente formando um todo orgânico ... É incrível que mesmo um texto que lida com o absurdo, o onírico e o farsesco, possua atributos de um realismo impressionante. Aí, entra a marca do diretor: sua virulência e contundência parecem ter ganhado novos contornos – se tornaram tão instintivas quanto inteligentes –, a elas somaram-se o perfeito enquadramento dos atores, diálogos cortantes, rápidos e pontuados por um non sense absoluto, e o argumento explorando a grandiloquente e caricata retórica nazista, de tal forma que poderiam ser comparados a uma sinfonia Wagneriana.
A direção de arte e cênica também excelentes. Cenários e planos abertos em proporções precisas.
A utilização, em grande parte, de atores locais, deu mais densidade dramática aos acontecimentos do filme. Brad Pitt deu um show como o rastejante e infame caçador de cabeças nazistas, compondo-o com a cara do Poderoso Chefão e sagacidade do homem sulista dos Estados Unidos.
O final catártico mereceu palmas. Pelo menos da platéia em que me encontrava.
Por Antonio Henrique Garcia
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Tá chovendo Hamburguer
Desenho Animado com um argumento sui generis. Pequeno inventor munido de todo aquele arsenal da moral puritano-messiânica americana, cujo indivíduo é o principal ator de uma sociedade e cujo destino é sempre vencer. Só que essa conta não fecha.
A narrativa se vista como uma crítica aos hábitos alimentares daquela sociedade e, de resto, de todo o mundo, é interessante pela abordagem escatológica de que se utiliza, com uma metáfora do que acontece com o planeta – entretanto, com uma elaboração temática extremamente dirigida, generalista e polarizada, do centro para periferia – sibilando aos nossos encantados ouvidos a categoria central do hemisfério norte.
A velha parábola dos nossos co-irmãos lá de cima, do indivíduo que quer provar seu valor -, leia-se sua tese -, e não mede as conseqüências para conseguir fazê-lo, e depois reconhece seu erro, consertando-o em seguida, é um velho clichê que na prática já causou muitos problemas em quase todas as latitudes mundiais.
A ingenuidade é um meio super-fluido que se insinua de forma simplista e simpática aos olhos, entretanto o que parece uma decupação pelos erros, consiste em isolá-los em seu aspecto mais superficial – e lúdico – e reafirmá-los linguisticamente, utilizando-se de uma simples inversão mecânica e maniqueísta, na retórica da história. Fomos e voltamos, e afinal ficamos no mesmo ponto, e as mesmas aspirações ...
Minha filha gostou muito do filme ... eu também...
Por Antonio Henrique Garcia
A narrativa se vista como uma crítica aos hábitos alimentares daquela sociedade e, de resto, de todo o mundo, é interessante pela abordagem escatológica de que se utiliza, com uma metáfora do que acontece com o planeta – entretanto, com uma elaboração temática extremamente dirigida, generalista e polarizada, do centro para periferia – sibilando aos nossos encantados ouvidos a categoria central do hemisfério norte.
A velha parábola dos nossos co-irmãos lá de cima, do indivíduo que quer provar seu valor -, leia-se sua tese -, e não mede as conseqüências para conseguir fazê-lo, e depois reconhece seu erro, consertando-o em seguida, é um velho clichê que na prática já causou muitos problemas em quase todas as latitudes mundiais.
A ingenuidade é um meio super-fluido que se insinua de forma simplista e simpática aos olhos, entretanto o que parece uma decupação pelos erros, consiste em isolá-los em seu aspecto mais superficial – e lúdico – e reafirmá-los linguisticamente, utilizando-se de uma simples inversão mecânica e maniqueísta, na retórica da história. Fomos e voltamos, e afinal ficamos no mesmo ponto, e as mesmas aspirações ...
Minha filha gostou muito do filme ... eu também...
Por Antonio Henrique Garcia
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Eles não usam Black Tie
Filme baseado em uma peça do grupo Teatro de Arena, de autoria de Gianfrancesco Guarnieri, sobre a vida cotidiana de família de operários, em um contexto – no caso específico do filme, e do momento histórico de seu lançamento – que sinalizava o ocaso de um período autoritário e, por isso mesmo, de recrudescimento das relações sociais, e o impacto desse momento nas relações familiares dos seus elementos, cada um a seu modo premido pelas condições materiais da vida proletária.
O pai, operário metalúrgico engajado na luta sindical e com uma visão combativa baseada na luta de classes. O filho, pelego, com uma visão mais pragmática sem nenhum apego pela ideologia que alimentava o movimento sindical como meta superior, que transcendia intelectualmente a aceitação da condição de massa reprodutora de um modo de produção – o da propriedade privada, da mercantilização da força de trabalho e seu exército de reserva, e da mais valia como conceito absoluto.
Não assisti à peça. Assisti ao filme, entretanto não me lembro bem da trama. Acho que, ao final, pai e filho se conciliam, contudo não sei se pela conversão do segundo ou pelo abrandamento das posições do primeiro. Aliás, essa era uma tendência à época – a abertura política era um fato, assim como a revitalização das instituições e dos partidos proscritos, e a volta dos exilados – e o filme tem como pano de fundo o movimento do Sindicato dos Metalúrgicos, talvez o acontecimento que mais representou a síntese e transformação do papel da esquerda no Brasil, acompanhando o que acontecia no resto do mundo.
A ambientação é feita em uma vila de operários, situada no ABC paulista, e quase toda ação reflete as contrafrações do pensamento político, representadas pelas posições de pai e filho. Contudo, a mãe tem a importante função mediar e humanizar os conflitos.
Um filme marcante – pela luz que lançou sobre centro nervoso do capitaismo brasileiro e suas mazelas -, com direção, se não me engano, de Leon Hirzman, e um elenco que contava com Fernanda Montenegro, o próprio Gianfranceso Guarnieri e Carlos Alberto Ricelli, entre outros, que soube colocar – pela mão do diretor – de forma contemporânea os conflitos ideológicos de então.
Acima de tudo, um filme que vale a pena se revisto pela sua factualidade histórica. E, também, por sua representatividade como produção dramatúrgica e fílmica, que transpõe para as telas as alegrias e as frustrações de gente comum, e seu cotidiano, que formam a massa de operários e trabalhadores em processo de emancipação.
Por A.H.Garcia
O pai, operário metalúrgico engajado na luta sindical e com uma visão combativa baseada na luta de classes. O filho, pelego, com uma visão mais pragmática sem nenhum apego pela ideologia que alimentava o movimento sindical como meta superior, que transcendia intelectualmente a aceitação da condição de massa reprodutora de um modo de produção – o da propriedade privada, da mercantilização da força de trabalho e seu exército de reserva, e da mais valia como conceito absoluto.
Não assisti à peça. Assisti ao filme, entretanto não me lembro bem da trama. Acho que, ao final, pai e filho se conciliam, contudo não sei se pela conversão do segundo ou pelo abrandamento das posições do primeiro. Aliás, essa era uma tendência à época – a abertura política era um fato, assim como a revitalização das instituições e dos partidos proscritos, e a volta dos exilados – e o filme tem como pano de fundo o movimento do Sindicato dos Metalúrgicos, talvez o acontecimento que mais representou a síntese e transformação do papel da esquerda no Brasil, acompanhando o que acontecia no resto do mundo.
A ambientação é feita em uma vila de operários, situada no ABC paulista, e quase toda ação reflete as contrafrações do pensamento político, representadas pelas posições de pai e filho. Contudo, a mãe tem a importante função mediar e humanizar os conflitos.
Um filme marcante – pela luz que lançou sobre centro nervoso do capitaismo brasileiro e suas mazelas -, com direção, se não me engano, de Leon Hirzman, e um elenco que contava com Fernanda Montenegro, o próprio Gianfranceso Guarnieri e Carlos Alberto Ricelli, entre outros, que soube colocar – pela mão do diretor – de forma contemporânea os conflitos ideológicos de então.
Acima de tudo, um filme que vale a pena se revisto pela sua factualidade histórica. E, também, por sua representatividade como produção dramatúrgica e fílmica, que transpõe para as telas as alegrias e as frustrações de gente comum, e seu cotidiano, que formam a massa de operários e trabalhadores em processo de emancipação.
Por A.H.Garcia
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Eles não usam Black-Tie - A Peça e o Filme
A PEÇA
Eles não usam black-tie é uma peça de cunho social-político escrita por Gianfrancesco Guarnieri para o Teatro de Arena em 1958. A direção da peça foi realizada por José Renato com músicas de Adoniran Barbosa, encenada no Teatro de Arena, um pequeno teatro de noventa lugares em frente a praça da Consolação em São Paulo, adaptado de uma garagem, hoje Teatro Eugênio Kusnet. A estréia da peça foi a 22 de fevereiro de 1958. Foi a escolhida no Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena e tirou-o da falência iminente, dado o sucesso de bilheteria.
Ficou mais de um ano em cartaz em São Paulo, o que era inédito no teatro brasileiro.
Os atores da montagem inicial foram Lélia Abramo, Eugênio Kusnet, Gianfrancesco Guarnieri, Riva Nimitz, Miriam Mehler, Celeste Lima, Francisco de Assis, Milton Gonçalves, Henrique César, Flávio Migliaccio e Xandó Batista. A peça tem como tema central a greve e a vida operária, com preocupações e reflexões universais do ser humano. Mais tarde foi feita uma versão homônima da peça para o cinema, dirigida por Leon Hírzman e protagonizada pelo mesmo Guarnieri.
"Black Tie" trouxe os Camponeses e gente simples já haviam sido objeto de representação no teatro brasileiro, como em Arthur Azevedo e Nelson Rodrigues.
O FILME
Eles não usam black-tie é um filme brasileiro de 1981 dirigido por Leon Hirszman, com fotografia de Lauro Escorel e baseado na peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri.
Gianfrancesco Guarnieri .... Otávio
Fernanda Montenegro .... Romana
Carlos Alberto Riccelli .... Tião
Bete Mendes .... Maria
Lélia Abramo
Milton Gonçalves .... Bráulio
Denoy de Oliveira Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Eles não usam black-tie é uma peça de cunho social-político escrita por Gianfrancesco Guarnieri para o Teatro de Arena em 1958. A direção da peça foi realizada por José Renato com músicas de Adoniran Barbosa, encenada no Teatro de Arena, um pequeno teatro de noventa lugares em frente a praça da Consolação em São Paulo, adaptado de uma garagem, hoje Teatro Eugênio Kusnet. A estréia da peça foi a 22 de fevereiro de 1958. Foi a escolhida no Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena e tirou-o da falência iminente, dado o sucesso de bilheteria.
Ficou mais de um ano em cartaz em São Paulo, o que era inédito no teatro brasileiro.
Os atores da montagem inicial foram Lélia Abramo, Eugênio Kusnet, Gianfrancesco Guarnieri, Riva Nimitz, Miriam Mehler, Celeste Lima, Francisco de Assis, Milton Gonçalves, Henrique César, Flávio Migliaccio e Xandó Batista. A peça tem como tema central a greve e a vida operária, com preocupações e reflexões universais do ser humano. Mais tarde foi feita uma versão homônima da peça para o cinema, dirigida por Leon Hírzman e protagonizada pelo mesmo Guarnieri.
"Black Tie" trouxe os Camponeses e gente simples já haviam sido objeto de representação no teatro brasileiro, como em Arthur Azevedo e Nelson Rodrigues.
O FILME
Eles não usam black-tie é um filme brasileiro de 1981 dirigido por Leon Hirszman, com fotografia de Lauro Escorel e baseado na peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri.
Gianfrancesco Guarnieri .... Otávio
Fernanda Montenegro .... Romana
Carlos Alberto Riccelli .... Tião
Bete Mendes .... Maria
Lélia Abramo
Milton Gonçalves .... Bráulio
Denoy de Oliveira Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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