terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tá chovendo Hamburguer

Desenho Animado com um argumento sui generis. Pequeno inventor munido de todo aquele arsenal da moral puritano-messiânica americana, cujo indivíduo é o principal ator de uma sociedade e cujo destino é sempre vencer. Só que essa conta não fecha.

A narrativa se vista como uma crítica aos hábitos alimentares daquela sociedade e, de resto, de todo o mundo, é interessante pela abordagem escatológica de que se utiliza, com uma metáfora do que acontece com o planeta – entretanto, com uma elaboração temática extremamente dirigida, generalista e polarizada, do centro para periferia – sibilando aos nossos encantados ouvidos a categoria central do hemisfério norte.

A velha parábola dos nossos co-irmãos lá de cima, do indivíduo que quer provar seu valor -, leia-se sua tese -, e não mede as conseqüências para conseguir fazê-lo, e depois reconhece seu erro, consertando-o em seguida, é um velho clichê que na prática já causou muitos problemas em quase todas as latitudes mundiais.

A ingenuidade é um meio super-fluido que se insinua de forma simplista e simpática aos olhos, entretanto o que parece uma decupação pelos erros, consiste em isolá-los em seu aspecto mais superficial – e lúdico – e reafirmá-los linguisticamente, utilizando-se de uma simples inversão mecânica e maniqueísta, na retórica da história. Fomos e voltamos, e afinal ficamos no mesmo ponto, e as mesmas aspirações ...

Minha filha gostou muito do filme ... eu também...

Por Antonio Henrique Garcia

Um comentário:

Semicinema disse...

adorei o texto e a linguagem.
espero q continue escrevendo.
sua filha