quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Folhetim


Amor Traído


 




O triângulo amoroso tem novo episódio, com desdobramentos imprevisíveis.

Trumpie depois de ter recebido em sua mansão o capitão e seu futuro enteado, vê agora o nosso capitão se render aos encantos de Putin.

- Chegou mesmo a fazer um trocadilho infame com o nome do russo - E, pasmem ... em português!

Traição a vista? - Enquanto isso, seu amigo e companheiro, Ernest, ficou revoltado com a desdita, tomando as dores de Trumpie... - Botando fogo pelo nariz, como um dragão.

Todos ficaram boquiabertos, e boquirrotos - como sempre -, com o caso.

Como será o próximo capítulo? - Será que teremos um drama aí... Ou, quem sabe uma tragédia... Afinal temos todos os ingredientes.

Veremos o que acontece ao nosso capitão?!


domingo, 7 de novembro de 2021

"EU NÃO VOU MUDAR...."

 




Primeiro, uma homenagem à Grande "Cachorro Grande", em indelével momento no programa Estúdio Showlivre da TV Cultura... Tinha que ser, né.... Antídoto contra a ignorância, contra a loucura, os delírios, a patologia dessas personas diabólicas, perversas... Contra a representação do MAL à que acima se assiste... e, por fim, contra a nossa APATIA! 







terça-feira, 2 de novembro de 2021

DEBI & LOIDE (ou o Presidente Idiótico)


Debi & Loide 03 (III, três, etc....). 

Parece que teremos a continuidade do clássico, mas sem a presença Jeff Daniels infelizmente... Contudo, teremos a presença de um novo partner, que deverá enfatizar o humor escatológico já presente nos primeiros. O futuro parceiro de Carrey já sinalizou que participará da comédia - em tom de farsa -, sobre a idiotia, a ignorância, o non sense de situações absurdas, vistos em sua recente viagem à Itália, onde foi recebido e aclamado por sua trupe. 

Carrey ainda não se pronunciou sobre o assunto. Mas seu novo parceiro nessa nova produção já... É sua primeira incursão no cinema, entretanto ele tem tido uma atuação convincente em sua área, o picadeiro, o caricaturismo... Enfim, um discípulo de Pirandelo...

Vamos aguardar... Quem será o nosso "candidato"...

PS. Jeff, na foto, está parecido com o Boris, não!?




 

terça-feira, 7 de setembro de 2021

A IGNORÂNCIA DA ELITE... OU A ELITE IGNORANTE... OU, O COMEÇO DO FIM...

 "Convoco o Conselho da República..."

- Mas, qual o propósito...  

- Sei lá... Tem que se jogar dentro das quatro linhas... Não há necessidade de motivos (eu sou o motivo)!

- Como assim...   - A pandemia, a inflação, a crise fiscal, o desemprego... É para isso o Conselho ...

 - Não há nada disso aqui, está tudo ótimo... - Não posso fazer nada "paizinho", todos me censuram, isto não é liberdade de expressão... Estou distribuindo armas para todos... Poderemos vender as almas dos nossos índios num leilão, e ficaremos ricos... O Renato Russo falou isso naquela música... Como é mesmo o nome ? Isso "paizinho"... "Que País é esse"!

Mas presidente, precisamos de um fato grave... - E a minha frustação, isso não é grave... Estou cercado de patentes, para quê, se... - Não tenho suissas, mas mereço respeito, possuo várias almas na minha esplanada... - Veja como elas se curvam a mim... Sou um mito, "paizinho".

Enquanto isso, em outro salão uma voz ecoa... "impeachment"... Entretanto, a frequência não parece ser a das sereias, além disso falta-lhe a Lira para lhes embalar... Quem sabe, finalmente, o nosso herói pirandélico possa ser atendido em seu desejo... Quem sabe, em seu ato falho...

Por enquanto ressoa algo insano, freak e patético, aquelas palavras...  

 "Convoco o Conselho da República..."



domingo, 22 de agosto de 2021

LA MAISON DIEU



Bom dia a todos os que porventura lerem este texto, aliás contexto. 

Estou voltando do limbo... Estava caminhando pelos círculos infernais ultimamente, povoados de gente perdida na obscuridade das suas encruzilhadas, mas, graças a deus, consegui encontrar uma porta improvável no turbilhão de tantas penas... Meus semelhantes se tornaram zumbis, encalacrados em suas cavernas, nas passagens, nos círculos...

Essa porta que se abriu, foi meu reencontro com Renato Russo, com a Legião. Mais precisamente, uma música que dá nome a este testemunho... Uma coisa inesperada, mas que só a música é capaz (pelo menos para mim) de transportar... Um série de sentimentos que afloram, como raiva, frustração, impotência e estupefação, reviram nossas vísceras e embaçam nossas consciências, e como uma Epifania Whitmaniana encontram aquelas palavras libertadoras. 

Meu reencontro com Renato (e com a Legião) foi o elemento que, como um condão, me recolocou de volta na realidade e traduziu ali naquele momento, toda essa mistura de sentimentos. O nome da música, "LA MAISON DIEU"...

Vou lhes contar aqui o início de uma fábula, porque essa música já fala do seu final, hoje...  

Há mais de quarenta anos atrás houve em nossa nação um processo de "pacificação"... Uma anistia... Uma remissão histórica... E hoje traíram descaradamente aquelas promessas! 

Com vocês LA MAISON DIEU... Ou A ESCURIDÃO...

PS. Esta fábula tem como mote o desfile de carros alegóricos na NOSSA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS. Nós confiamos em vocês e (...) nos traíram, em nome de quê !?

Por A.H.Garcia





domingo, 25 de março de 2018

Mudbound - Fragmentos



Resultado de imagem para MudboundMississipi. Uma realidade suja, prenhe e mutilada , que nem a mesmo a guerra parece suplantar como contexto...  A violência se impõe como linguagem, o seu mundo é assim concebido -, não há o que questionar, não se pode se opor a algo terrífico, uma realidade que precede à própria existência oprimindo-a para uns, negando-a a outros e finalmente suprimindo-a a outros tantos...

É um outro tipo de guerra, uma outra patologia, uma guerra contra o indivíduo, contra a sua unicidade... Os sentidos devem ser combatidos e deformados por dogmas que vicejam na lama das enchentes do Mississipi. Cujos produtos revelam-se nos cânticos dos negros, na sua aculturação e finalmente na sua coisificação, não sem um processo violento, sem nem mesmo qualquer justificativa econômica, material, pois é sistema arcaico baseado na ignorância e na contradição de seus elementos,  resultando na conflituosidade radical e bestial como valores de uma cultura da violência que se utiliza da violência (in)diferenciadamente como forma linguagem e nas relações humanas.

Nesse microuniverso, se podemos chamá-lo assim, existe uma plêiade de relações entre os personagens.... 

Por A.H. Garcia

domingo, 28 de maio de 2017

171 - Negócio de Família

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171 - Artigo do código penal brasileiro, para contravenção por estelionato. Uma espécie de tabu, afinal ninguém gosta de ter um estelionatário na família - pelo menos, oficialmente. Sem contar as questões de ordem moral - ou amoral - que a "atividade" implica, considerando o estágio do aparelhamento institucional legal desde o final do século XIX para penalização dessas incursões marginais, que foram reprimidas e controladas por normas historicamente emuladas na escala civilizatória das sociedades hodiernas e seu arcabouço jurídico-político, que vai  se consolidando massivamente à par de uma sociedade cada vez mais complexa e controlada.

Nos Estados Unidos, é o arquétipo do herói, perseguido e criminalizado pelas instituições oficiais, que plasmam o país -, obsediado por seu poder redentor ... Nós, temos o nosso, com as mesmas ambiguidades, mas o contrário daquele, um anti herói - como Macunaíma, antítese da eugenia...

O tema da série em um país como o nosso é muito rico, pois trata de contradições inerentes às questões éticas, e seus desdobramentos morais nas relações sociais, em todas as suas variantes, em uma sociedade que basicamente se retroalimenta das diferenças baseadas nos valores aparentes - dignos de uma comédia de erros -, e na teoria republicana dos sistemas penais. Isto gera distorções - impunidade e privilégios, por exemplo.

O desenvolvimento da narrativa, mesmo se tratando de uma série semanal, é calcado em um roteiro muito bom, difícil de se ver ...  A história e seu texto têm um formato familiar à alma brasileira - que, incrivelmente pouco se vê na teledramaturgia brasileira, despojada dos excessos do artificialismo e dos clichês que delimitam os nossos textos, e ficam na superfície das comédias de costumes estereotipadas.

É difícil situar o seu gênero, algo que transita entre a tragédia e a comédia, mas não se consegue definir como tragicômico, devido à riqueza de sua problemática, que extrapola o indivíduo tratando-o, expõe sua alma e a alma de um país procurando uma identidade, assolado por uma farsa que consome sua energia descaradamente, e expõe problemas de estruturas anacrônicas e instituições viciadas.

Delicioso ver o cinismo de de Moreira e sua trupe, falando da malandragem genuína brasileira, e de suas falas impagáveis sobre assuntos seríssimos, porque são assuntos que já deveriam ter sido resolvidos... Só nos cabe rir da situação com a picardia que ela merece.

Personagens ricos, dramáticos e reais, em toda sua dimensão e sua acidez. Conflitos intestinamente expostos, que são um rolo compressor sobre a hipocrisia, uma reação a esse estado de fragilidade humana, de uma moral falida, de um país insulado em sua própria merda...

Direção de Roberto D'Ávila, cortes inteligentes dos episódios, a química do elenco é muito interessante, passeando fluidamente entre o drama e  a comicidade, o enfoque cultural de um microcosmo como o Bexiga, que pelos planos e suas imagens, de alguma forma passei a conhecer... São aspectos a se ressaltar.

Talvez a Universal não tenha percebido a amplitude do subliminar "dos círculos do inferno". A minha impressão é que estamos purgando os nossos pecados, sem contrição...

Ave 171 - Negócios de Família.


Por A.H.Garcia