terça-feira, 3 de maio de 2022

Folhetim II

 Amor Traído II


O nosso mancebo, sem o amor de Trumpie, ou talvez por Trumpie ter perdido seus privilégios auto-concedidos (apaguem essa parte meus caros), se enamorou do Putin, como já dissemos anteriormente, contudo fez questão de nova demonstração ao novo objeto da sua volúpia...

Chamou todos os convivas ao caramanchão e proclamou, " Vamos fazer uma comitiva para visitar o Putin, e levar-lhe guirlandas e liras para alegrá-lo!". E a festa então se espalhou como um rastilho de pólvora, exatamente como o paizinho desejava...

Enquanto isso, Trumpie e suas almas estavam longe, masturbando-se. - Perdão! mas foi a forma mais apropriada e pungente que encontrei para aquilatá-la, tal sua nobreza...

É improvável que a embaixada tenha ocorrido, em todo caso "paizinho" se esforçou por proporcionar aos presentes alguma diversão - em verdade, não se sabe se houve algum ... É claro que não tinham a fibra do Exército de Branca Leone ou a febre Quixotesca.... mas ainda sim, digna das maiores fábulas de todos os séculos!

Vamos aguardar os acontecimentos... Como irá proceder o nosso mancebo !? Será que ele esqueceu de Trumpie ?





quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Folhetim


Amor Traído


 




O triângulo amoroso tem novo episódio, com desdobramentos imprevisíveis.

Trumpie depois de ter recebido em sua mansão o capitão e seu futuro enteado, vê agora o nosso capitão se render aos encantos de Putin.

- Chegou mesmo a fazer um trocadilho infame com o nome do russo - E, pasmem ... em português!

Traição a vista? - Enquanto isso, seu amigo e companheiro, Ernest, ficou revoltado com a desdita, tomando as dores de Trumpie... - Botando fogo pelo nariz, como um dragão.

Todos ficaram boquiabertos, e boquirrotos - como sempre -, com o caso.

Como será o próximo capítulo? - Será que teremos um drama aí... Ou, quem sabe uma tragédia... Afinal temos todos os ingredientes.

Veremos o que acontece ao nosso capitão?!


domingo, 7 de novembro de 2021

"EU NÃO VOU MUDAR...."

 




Primeiro, uma homenagem à Grande "Cachorro Grande", em indelével momento no programa Estúdio Showlivre da TV Cultura... Tinha que ser, né.... Antídoto contra a ignorância, contra a loucura, os delírios, a patologia dessas personas diabólicas, perversas... Contra a representação do MAL à que acima se assiste... e, por fim, contra a nossa APATIA! 







terça-feira, 2 de novembro de 2021

DEBI & LOIDE (ou o Presidente Idiótico)


Debi & Loide 03 (III, três, etc....). 

Parece que teremos a continuidade do clássico, mas sem a presença Jeff Daniels infelizmente... Contudo, teremos a presença de um novo partner, que deverá enfatizar o humor escatológico já presente nos primeiros. O futuro parceiro de Carrey já sinalizou que participará da comédia - em tom de farsa -, sobre a idiotia, a ignorância, o non sense de situações absurdas, vistos em sua recente viagem à Itália, onde foi recebido e aclamado por sua trupe. 

Carrey ainda não se pronunciou sobre o assunto. Mas seu novo parceiro nessa nova produção já... É sua primeira incursão no cinema, entretanto ele tem tido uma atuação convincente em sua área, o picadeiro, o caricaturismo... Enfim, um discípulo de Pirandelo...

Vamos aguardar... Quem será o nosso "candidato"...

PS. Jeff, na foto, está parecido com o Boris, não!?




 

terça-feira, 7 de setembro de 2021

A IGNORÂNCIA DA ELITE... OU A ELITE IGNORANTE... OU, O COMEÇO DO FIM...

 "Convoco o Conselho da República..."

- Mas, qual o propósito...  

- Sei lá... Tem que se jogar dentro das quatro linhas... Não há necessidade de motivos (eu sou o motivo)!

- Como assim...   - A pandemia, a inflação, a crise fiscal, o desemprego... É para isso o Conselho ...

 - Não há nada disso aqui, está tudo ótimo... - Não posso fazer nada "paizinho", todos me censuram, isto não é liberdade de expressão... Estou distribuindo armas para todos... Poderemos vender as almas dos nossos índios num leilão, e ficaremos ricos... O Renato Russo falou isso naquela música... Como é mesmo o nome ? Isso "paizinho"... "Que País é esse"!

Mas presidente, precisamos de um fato grave... - E a minha frustação, isso não é grave... Estou cercado de patentes, para quê, se... - Não tenho suissas, mas mereço respeito, possuo várias almas na minha esplanada... - Veja como elas se curvam a mim... Sou um mito, "paizinho".

Enquanto isso, em outro salão uma voz ecoa... "impeachment"... Entretanto, a frequência não parece ser a das sereias, além disso falta-lhe a Lira para lhes embalar... Quem sabe, finalmente, o nosso herói pirandélico possa ser atendido em seu desejo... Quem sabe, em seu ato falho...

Por enquanto ressoa algo insano, freak e patético, aquelas palavras...  

 "Convoco o Conselho da República..."



domingo, 22 de agosto de 2021

LA MAISON DIEU



Bom dia a todos os que porventura lerem este texto, aliás contexto. 

Estou voltando do limbo... Estava caminhando pelos círculos infernais ultimamente, povoados de gente perdida na obscuridade das suas encruzilhadas, mas, graças a deus, consegui encontrar uma porta improvável no turbilhão de tantas penas... Meus semelhantes se tornaram zumbis, encalacrados em suas cavernas, nas passagens, nos círculos...

Essa porta que se abriu, foi meu reencontro com Renato Russo, com a Legião. Mais precisamente, uma música que dá nome a este testemunho... Uma coisa inesperada, mas que só a música é capaz (pelo menos para mim) de transportar... Um série de sentimentos que afloram, como raiva, frustração, impotência e estupefação, reviram nossas vísceras e embaçam nossas consciências, e como uma Epifania Whitmaniana encontram aquelas palavras libertadoras. 

Meu reencontro com Renato (e com a Legião) foi o elemento que, como um condão, me recolocou de volta na realidade e traduziu ali naquele momento, toda essa mistura de sentimentos. O nome da música, "LA MAISON DIEU"...

Vou lhes contar aqui o início de uma fábula, porque essa música já fala do seu final, hoje...  

Há mais de quarenta anos atrás houve em nossa nação um processo de "pacificação"... Uma anistia... Uma remissão histórica... E hoje traíram descaradamente aquelas promessas! 

Com vocês LA MAISON DIEU... Ou A ESCURIDÃO...

PS. Esta fábula tem como mote o desfile de carros alegóricos na NOSSA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS. Nós confiamos em vocês e (...) nos traíram, em nome de quê !?

Por A.H.Garcia





domingo, 25 de março de 2018

Mudbound - Fragmentos



Resultado de imagem para MudboundMississipi. Uma realidade suja, prenhe e mutilada , que nem a mesmo a guerra parece suplantar como contexto...  A violência se impõe como linguagem, o seu mundo é assim concebido -, não há o que questionar, não se pode se opor a algo terrífico, uma realidade que precede à própria existência oprimindo-a para uns, negando-a a outros e finalmente suprimindo-a a outros tantos...

É um outro tipo de guerra, uma outra patologia, uma guerra contra o indivíduo, contra a sua unicidade... Os sentidos devem ser combatidos e deformados por dogmas que vicejam na lama das enchentes do Mississipi. Cujos produtos revelam-se nos cânticos dos negros, na sua aculturação e finalmente na sua coisificação, não sem um processo violento, sem nem mesmo qualquer justificativa econômica, material, pois é sistema arcaico baseado na ignorância e na contradição de seus elementos,  resultando na conflituosidade radical e bestial como valores de uma cultura da violência que se utiliza da violência (in)diferenciadamente como forma linguagem e nas relações humanas.

Nesse microuniverso, se podemos chamá-lo assim, existe uma plêiade de relações entre os personagens.... 

Por A.H. Garcia

domingo, 28 de maio de 2017

171 - Negócio de Família

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171 - Artigo do código penal brasileiro, para contravenção por estelionato. Uma espécie de tabu, afinal ninguém gosta de ter um estelionatário na família - pelo menos, oficialmente. Sem contar as questões de ordem moral - ou amoral - que a "atividade" implica, considerando o estágio do aparelhamento institucional legal desde o final do século XIX para penalização dessas incursões marginais, que foram reprimidas e controladas por normas historicamente emuladas na escala civilizatória das sociedades hodiernas e seu arcabouço jurídico-político, que vai  se consolidando massivamente à par de uma sociedade cada vez mais complexa e controlada.

Nos Estados Unidos, é o arquétipo do herói, perseguido e criminalizado pelas instituições oficiais, que plasmam o país -, obsediado por seu poder redentor ... Nós, temos o nosso, com as mesmas ambiguidades, mas o contrário daquele, um anti herói - como Macunaíma, antítese da eugenia...

O tema da série em um país como o nosso é muito rico, pois trata de contradições inerentes às questões éticas, e seus desdobramentos morais nas relações sociais, em todas as suas variantes, em uma sociedade que basicamente se retroalimenta das diferenças baseadas nos valores aparentes - dignos de uma comédia de erros -, e na teoria republicana dos sistemas penais. Isto gera distorções - impunidade e privilégios, por exemplo.

O desenvolvimento da narrativa, mesmo se tratando de uma série semanal, é calcado em um roteiro muito bom, difícil de se ver ...  A história e seu texto têm um formato familiar à alma brasileira - que, incrivelmente pouco se vê na teledramaturgia brasileira, despojada dos excessos do artificialismo e dos clichês que delimitam os nossos textos, e ficam na superfície das comédias de costumes estereotipadas.

É difícil situar o seu gênero, algo que transita entre a tragédia e a comédia, mas não se consegue definir como tragicômico, devido à riqueza de sua problemática, que extrapola o indivíduo tratando-o, expõe sua alma e a alma de um país procurando uma identidade, assolado por uma farsa que consome sua energia descaradamente, e expõe problemas de estruturas anacrônicas e instituições viciadas.

Delicioso ver o cinismo de de Moreira e sua trupe, falando da malandragem genuína brasileira, e de suas falas impagáveis sobre assuntos seríssimos, porque são assuntos que já deveriam ter sido resolvidos... Só nos cabe rir da situação com a picardia que ela merece.

Personagens ricos, dramáticos e reais, em toda sua dimensão e sua acidez. Conflitos intestinamente expostos, que são um rolo compressor sobre a hipocrisia, uma reação a esse estado de fragilidade humana, de uma moral falida, de um país insulado em sua própria merda...

Direção de Roberto D'Ávila, cortes inteligentes dos episódios, a química do elenco é muito interessante, passeando fluidamente entre o drama e  a comicidade, o enfoque cultural de um microcosmo como o Bexiga, que pelos planos e suas imagens, de alguma forma passei a conhecer... São aspectos a se ressaltar.

Talvez a Universal não tenha percebido a amplitude do subliminar "dos círculos do inferno". A minha impressão é que estamos purgando os nossos pecados, sem contrição...

Ave 171 - Negócios de Família.


Por A.H.Garcia









quarta-feira, 1 de junho de 2016

DECAMERON de BOCCÁCIO



A Peste Negra que dizimava a Europa trazia consigo um sentimento de impotência. Alguns grupos em Florença - onde se passam os eventos - preferiam se entregar a uma atitude autodestrutiva; outros, preferiam se isolar, vivendo em templos esvaziados. Dissolução e ascetismo pareciam ser as únicas formas de resistência. Destruição x manutenção de valores em uma "terra arrasada", suas novelas retratam situações cotidianas com uma temática de subversão daqueles princípios da Idade Média.

O humanismo dos seus paradoxos morais destilam novas formas de relação, uma delas a decadência da noção de nobreza como um privilégio legitimado, entre outras formas, por razões de origem clericais ou de casta.

Qualquer semelhança com o radicalismo preconceituoso que hoje assola o nosso país, ou a a hipocrisia de quem um dia foi pobre e comprou o seu pedigree, ou a noção de que o dinheiro é a medida de tudo... ou de que status corresponde à sua conta bancária ... e, finalmente de que a corrupção é um privilégio que só os poderosos podem exercer... Ah!, e ainda, de que há um novo clero no "nosso reino", que se alimenta da pestilência dos nossos dias... é mera coincidência.

Penso com meus botões - como diria o Príncipe Galeotto -, em como será o porvir dessa "novela", terra arrasada ou um novo humanismo, livre dos grilhões da nossa velha elite (a Casa Grande) e seus colonizados, em grande parte incrivelmente egressos do que era a antiga senzala - um festim.
  
Senhores, a sorte está lançada, estão aí os Cunha, os Temer, os Jucá, os novos cardeais e abades da vez, que desfrutam da sua sorte ... e uma casta de seguidores, que se contentam em serem seus sucessores neste reino absurdo, da avareza, da subtração, da violência, da conspiração, da pusilaminidade...

É este o nosso destino, padecer ainda sob os auspícios desta "peste branca". 

Por A.H.Garcia

sábado, 28 de novembro de 2015

O Escritor Fantasma ( uma recontextualização )




Um Polanski. Não se pode dizer que seus filmes sejam engajados, no significado estrito do termo. Talvez libertário - em sua verve libertina -, aliás, um traço pessoal do autor. Entretanto, sua dimensão anarquista, e política, resulta dessa transgressão moral que incomoda àqueles que se preocupam excessivamente com os costumes.

O argumento do filme baseia-se na dissecação do perfil daquele que é o instrumento de um grande embuste político, controlado por um esquema baseado nos interesses do senhores da guerra e seus fantoches, no comando das grandes potências. O príncipe da fábula no entanto, é uma mulher - e sua carga sensual e trágica. O rumo da história e os desdobramentos dessa rede ganham contornos dramáticos, que têm como pano de fundo as relações internacionais, notadamente a política de alinhamento Estados Unidos-Inglaterra.

Essa trama que se situa entre a comicidade e o niilismo, tem como atores, um primeiro ministro, sua manipuladora esposa e um escritor fantasma, que se envolvem em um jogo psicológico, porém como todo filme de Polanski, há um elo entre os três personagens - a inescrupulosidade.

A fotografia calca-se em um matiz neutro e pouca profundidade. Os planos revelam uma paisagem estéril e inóspita, contra uma luz invernal que invade a tela, como que pulverizando a cena - como um efeito teatral -, em enquadramentos muito precisos. Além disso, o cenário e as remotas locações escolhidas, traduzem uma atmosfera absurda e fantástica.

Um Polanski. Talvez, o tema da relação Estados Unidos-Inglaterra e suas guerras púnicas, é que seja a novidade.

Por A.H.Garcia

sábado, 12 de setembro de 2015

BLADE RUNNER - Caçador de Androides





Filme de 1982, que se transformou em dos poucos clássicos dos últimos 30 ou 40 anos. Paris,Texas, de Wenders, também adquiriu esse status, por motivos diversos porém com o mesmo argumento. Repetição e diferença, intensividade.  A perspectiva de fim de século - com contornos proféticos, do fim do mundo -, nutrida por fenômenos culturais e políticos (iminente queda do muro de Berlim e fim da União Soviética), produziram um ambiente mimético definido como "o fim da história" - numa clara alusão à doutrina marxista materialista -, marcado pela dissolução das ideologias - melhor dizendo, da utopia de uma sociedade igualitária representada pelo pensamento da esquerda - e "superação" das contradições que permeavam a economia política capitalista. Como vemos nos dias de hoje -, as contradições longe de serem superadas, deslocaram seu eixo para novos nichos - ou melhor, novas formas de exploração e uma "nova" geografia da correlação exploração-acumulação. Não foi o fim ... Mas, o começo - e, como diz nosso "livro dos livros", "no início era o caos". Afirmou-se então uma nova categoria de interesses, de cujas motivações os valores humanísticos e as utopias eram anátemas.

Desculpem a digressão, mas esse contexto cultural de final de século - que se engendrou do contexto econômico e geo-político da época - foi cunhado ou rotulado sob o termo "pós-modernismo", que representava uma ruptura com a ideologia e o pensamento vinculados à oposição marxismo-capitalismo.

Uma obra de arte pós-modernista. Sem dúvida, o filme esteticamente reflete este conceito. Mas, como toda obra de arte, o extrapola, e recoloca a questão existencial, por mais que retrate um mundo composto de homens e androides ... Em tese, seria uma forma de se suprimir a "mais valia", justificando moralmente as relações econômicas capitalistas, pois não existem explorados.  Por outro lado, se criou uma nova forma de exploração e de reificação, gênese de um novo sistema ético - os androides dão uma uma aula de humanidade e de respeito pela condição humana, se tornando mais humanos que os humanos - talvez, demasiadamente humanos, como diria Nietsche.

Um filme que leva ao limite conceitos estéticos de uma época, e se afirma como limiar de outra ... a gênese da era digital, da comunicação cibernética compõem um substrato tecnológico que lhe perpassa, sínteses de cepa marxista ... obra baseada em livro de Philip K. Dick, autor que mistura experiências metafísicas e universo cyber ... elementos de um devir que logo veio a se afirmar, numa espécie de revolução digital que foi acompanhada de uma nova concepção das relações sociais e uma releitura do papel de suas instituições.

Em paralelo, adquiriu a conotação de cult-movie, graças à sua fotografia e cenografia, inspiradas textualmente pela cidade de Tóquio - sobressaindo-se para mim, a chuva, que nunca para, e cria uma atmosfera muito peculiar -, sua arquitetura e luminosos - um ícone pop, sem dúvida. Assim como a trilha sonora de Vangelis, uma obra à parte.

Foi uma felicidade assistir novamente o filme, e compará-lo com a experiência anterior.


Por A.H.Garcia




   

segunda-feira, 9 de março de 2015

DIVERGENTE

O pano de fundo de Divergente encerra uma discussão secular interessante, a série de classificações que a sociedade define como padrões específicos de comportamento, e os instrumentos de imposição de uma segmentação comportamental hierarquizada segundo uma noção de inclusão massiva, que delimita desvios servindo-se de critérios totalitários utilizados em diversas formas de controle social, que se baseiam notadamente no nível ou grau de enquadramento do indivíduo frente à sociedade e sua submissão à supervisão de uma rede de instituições que operam e regulam a ordem social.

É lógico e evidente, que há uma grande complexidade por trás dessa rede de relações e o buraco é muito, muito mais embaixo. O filme em si, é uma alegoria básica da realidade compressora do sistema - o sistema é bruto ... qualquer cidadão brasileiro hoje sabe disso. E professa isso!

Mas, não podemos deixar passar uma abordagem ontológica. A filosofia moderna, desde Espinosa a Nietszche, e contemporânea com Deleuze e Foucault, fazem críticas radicais à noção de identidade do ser subordinada a atributos hierarquizados e análogos, que reduzem o ser a uma fração infinitesimal da sua substância ou consciência, para afirmar a individualidade e a imanência do ser frente à identidade como conceito eminente. Para Deleuze, a identidade não é condição para a diferença, ela não é seu pressuposto lógico. A diferença é a essência constitutiva do ser.

Acho que o grande mérito do estória e da narrativa é tangenciar essas questões filosóficas - essenciais.

Por A.H.Garcia      

   

domingo, 4 de janeiro de 2015

CAÇADA MORTAL ( A WALK AMONG THE TOMBSTONES )


Trailer 5 do filme Caçada Mortal


Baseado nos livros de Lawrence Block, entretanto  um filme com texto, estilo e temática caracteristicamente Pulp ou Pulp Fiction, como eram chamadas as publicações populares que retratavam o submundo de Los Angeles, em meados do século passado, cujas histórias foram escritas entre outros por  Raymond Chandler e Dashiell Hammet, que publicavam seus contos na principal revista do gênero,  a Black Mask, precedendo e de certa forma inspirarando o gênero comics.

Mas, voltando ao filme, tem todos os elementos daquelas narrativas, o herói em busca de redenção em meio a um mundo-cão onde impera a lei do mais forte, do mais esperto, do mais inescrupuloso, e toda espécie de instintos selvagens e destrutivos evidenciados em um universo marginal e subterrâneo.

O herói,  aqui, é um ex policial que comete um erro fatal -, alcólatra, divorciado,  que vive isolado e faz alguns bicos para sobreviver. Ele conhece rapaz negro que não tem aonde morar e gosta dormir em bibliotecas -, talvez por isto conheça as estórias dos detetives Sam Spade e Philip Marlowe -, que passa a ser seu parceiro. Reside aí a diferença para os filmes thriller que estamos acostumados a ver ... há um dose de sensibilidade que transcende e permeia os personagens, como leitmotiv.

São traficantes, indivíduos abandonados, drogados, psicopatas e assassinos que pululam em mundo submerso em que dia e noite não se diferenciam, significam apenas a repetição de ciclos infernais e purgatórios, à semelhança dos círculos dantescos, submetidos a um comando maior, o sistema.

Liam Neeson se encaixa no papel do ex policial. Ele possui carisma e talento dramático suficientes para dar ao personagem alguma densidade ...

Os assassinatos ritualísticos e o desfecho cru e amoral da estória, são o mote e a conclusão apropriados para o desfile de tipos e situações identificados à narrativa Pulp, se lhe fossemos atribuir uma classificação.

É muito mais Pulp Fiction, que aquele de Tarantino.


Por A.H. Garcia

       

domingo, 12 de outubro de 2014

NASCIDO PARA MATAR (1987)

De inicio procurei transliterar o título original do filme: Full Metal Jacket, Nascido para Matar . À tal significação, temos uma expressão significante que remete ao argumento do filme: - Homens que são privados de qualquer autoestima e sentimento por seus semelhantes, e doutrinados para matar ;  de forma análoga, são aquelas balas, disparadas por uma máquina de matar. Anátemas: guerra, genocídio, horror, banalidade.



Como diria Renato Russo na letra da música "Soldados", provavelmente contemporânea do filme: - Quem é o inimigo ...   Quem é você ...

Não se pode atribuir apenas às cenas de violência, a linguagem do filme. O fenômeno aqui se funde à imagem. O texto, no entanto, como um feixe de elocuções desconexas, reflete de forma fragmentar a perplexidade e a terrificante sensação que aqueles homens sentem ... as palavras e os diálogos, ásperos, são, agora, novamente, a representação moral - e letal - das contradições que o filme evoca, como só Kubrick sabe fazer ...

As falas dos personagens da ação da história, são como disparos denunciando a cadeia de poder que os levou até a ali, das decisões que são tomadas por alguém completamente dissociado deles ... não há ilusão ...

A câmera de Kubrick dá fluxo a tudo isto, em seu peculiar enquadramento, de pouquíssimos planos durante a parte em que transcorre as cenas de guerra, privilegiando os closes e travelings nervosos, que revelam o paroxismo e a eletricidade capturados na cena.

Até o final, com um corte abrupto, desvela o vazio e o absurdo daqueles acontecimentos, que, longe de serem épicos, serão recalcados por toda uma nação, como rejeitos históricos.

Acho que filmes como Platoon e Apocalipse Now tentam exorcisar esse trauma, enquanto que este Nascido para Matar, tenta reproduzi-lo em toda a sua malignidade.                

Por A.H.Garcia

domingo, 28 de setembro de 2014

O RITUAL




O Ritual causou-me impressão, tal o seu viés positivo. Pudera, depois vi que fora baseado em um caso real.

Entretanto, creio que tal característica não advém da história que ele reproduz, mas da sua objetividade. É muito interessante ver isto em um filme, visto não ser esse um atributo comum na linguagem deste veículo. Talvez porque, seu tema seja aquele que mais move a humanidade desde o nascimento de cristo ... até mesmo, antes de cristo. E navega no nosso subconsciente desde a nossa criação, a criação da civilização ocidental, à frente de qualquer outra premissa filosófica ou escola metafísica, ombreando-se epistomologicamente à noção de ciência.

De fato, a dualidade bem e mal surge com a religião e seus ritos. Estamos falando aqui da religião ocidental - a própria. Nenhuma outra contém seus alicerces ontológicos ... Nenhuma outra lhe é original - na significação como consubstanciação metafísica, nem na deificação humana, e, consequentemente, dos seus conflitos.

E Roma, portanto, não poderia deixar de ser o palco dessa narrativa. Tampouco, seu argumento não poderia deixar de ser o exorcismo, como suprema representação do bem e do mal, como luta onipresente, paralelamente desde o início dos tempos.

Interessa no filme, o conflito entre Deus e o Diabo, que está na essência da religião como a entendemos, e a solução encontrada na dialética que é o seu motor, verbalizada pelo então cético  e conflituado padre, em sua catarse, de que " ... se o Diabo existe, Deus existe ...",  é a redução mais positiva que já ouvi sobre o tema.

De resto, a atriz brasileira Alice Braga tem mais uma atuação consistente, juntamente com Anthony Hopkins e um ator, que faz o protagonista da história, o qual não sei o nome no momento, compõem um trio afinado, que dá correto o tom de ambuiguidade e gravidade ao tema. Sem contar, a participação especial de Rutger Hauer.

Por A.H.Garcia   

terça-feira, 8 de julho de 2014

O Grande Assalto e ...




Neste fim de semana assisti a dois filmes que não entraram no circuito comercial. São eles, “O Grande Assalto 11.6”, 2014, com François Cluzet, e “Na trilha do Assassino”, 2009, com Russel Crowe. Neste último, dois atores jovens, John Foster e Sophie Traub roubam a cena.
  
 Ambos os filmes, em sua gramática, traem aspectos que se relacionam ao formato, o gênero e a sua classificação como filmes de ação e tensão psicológica, mediante a desconstrução de alguns signos deste tipo de linguagem - por exemplo, foram suprimidos os clichês que delimitam este formato, assim como o andamento mais lento das cenas e o foco na concepção mais densa e ambivalente dos personagens.

Em "O Grande Assalto 11.6", um motorista de caminhão de transporte de valores rouba a carga que transportava no valor de onze milhões de euros - valor aqui tão significativo quanto a dimensão da sua ação, contraditória e impactante; ou quanto à sua motivação subversora em contraponto ao objeto em questão, símbolo de status e poder. Subversão e Ordem refletem a significação que se alterna de forma orgânica durante toda a narrativa, composta de momentos fragmentários com sequências que vão se adensando com o isolamento do personagem.

Uma narrativa aparentemente lenta em seu andamento, esconde uma inconformidade latente que  vai se saturando, como uma bomba prestes a explodir.

Um tratamento interessante do tema, que aborda com propriedade o lugar do indivíduo na sociedade. E o peso desta sobre ele, se utilizando de um recurso documental sobre como as pessoas vêem não só a ele como a si mesmas, quando indagadas sobre seu comportamento - como se fosse um make off.

Ao final, o protagonista é capturado na tela, como um flagrante de sua condição, dando voltas concentricas em um pequeno espaço. O pequeno espaço social que lhe fora antes reservado, foi transmutado agora em um pequeno espaço físico.

"Na Trilha do Assassino" reflete a transfiguração do sistema em um detetive - com requintes de um estoicismo puritano, cuidando de sua esposa em estado vegetativo. Acrescente a isto, um casal de jovens psicopatas.

Um quadro em que ninguém deste triunvirato é normal ... ou, o que é normal ?  O texto parece tratar da entropia no limite do que é classificado pelos órgãos de controle, como dentro e fora do padrão; da margem de indução que permeia tal noção, como forma de exercer a autoridade e de impor a disciplina em uma sociedade com a característica volátil de uma sociedade como a norte-americana.

Temos portanto, laivos de um reacionarismo de direita, tão radicalmente liberal, que ao indivíduo (detetive) cabe o papel do estado, ministrando doses de justiça conforme sua vontade. Há aqui mais uma vez o conflito entre Subversão e Ordem, agora no entanto interiorizado dentro do sistema.

A viagem dos personagens é cheia de meandros, que se compõem de lugares, armadilhas e desejos em conflito. O desenlace final da história tem a intensidade dramática das grandes tragédias gregas, e como estas fundado em um pathos que determina o destino de todos os envolvidos.



Por A.H.Garcia

sexta-feira, 20 de junho de 2014

The Walker ( O Acompanhante )

Gostei do título em inglês tanto quanto o título em português. Há um mesmo significante nos dois, uma característica linguística muito peculiar em se tratando dos termos que são arranjados para suas denominações.

Estou até o momento ouvindo a música de fundo dos créditos finais, uma mistura interessante de música incidental com uma interpretação feminina, um tanto andrógina, temática e percursiva - muito apropriada aliás ao seu fim ...

Já havia observado nas barras de programação, o título, que me chamara a atenção. Então abri mais o set-up, e vi os nomes de dois atores instigantes - por motivos variados  e aleatórios -, Woody Harrelson e Kristin Scott Thomas ... achei a dupla inusitada.

Me propus a ver o filme, e dei de cara com um grande ícone de cultura cinematográfica americana, Lauren Bacall. Ainda em plena forma, dando uma dimensão bastante simbólica ao argumento do filme: um complexo de elementos genealógicos, puritanos, políticos e finalmente psicológicos, que sobretudo são profundamente simbióticos, em se tratando do jogo e das relações de poder de uma casta invisível sob a pele de sociedade democrática.

"O acompanhante" é história de uma pária para a sua própria casta social - nunca pensei sobre este aspecto em uma sociedade de massa, como a americana -, das famílias tradicionais de Washington D.C.. Mero acompanhante de senhoras casadas com figuras proeminentes da política e do poder, por um desvio psicológico ligado à sua relação com o pai -, que provavelmente determinou também sua homossexualidade, um tanto indefinida -, um grande político herdeiro de uma tradição familiar no poder, a qual parecia ter se encerrado com ele, Carter Paige III.

Um assassinato, pathos recorrente em uma boa trama, e a original sacada das contradições morais e do jogo de aparências do poder, tratados com uma leveza surpreendente, traduziram-se em uma interessante narrativa calcada em episódios carregados a um tempo de gravidade e cinismo, e de aspectos temporais, como por exemplo o comentário do personagem sobre a caça às bruxas após o 11 de setembro, que retratam um painel realista sobre aquele contexto.

Um final condizente com a moral da história, onde os ricos e poderosos são poupados do julgamento público e suas mulheres continuam sendo a consciência comprada com o status quo, reunindo-se em clubes exclusivos. O aspecto freudiano, ou como diria uma amiga - lacaniano - foi a percepção do "acompanhante" do fato de sua relação com pai ser determinante em seu comportamento subserviente, e da sua posição passiva socialmente -, recusando conscientemente aquele modo de vida.

Bom, certamente é um filme ácido demais para o circuito comercial, e inteligente também, o que não é qualidade recomendável na maioria dos casos.

Aconselho.  

A.H.Garcia

quarta-feira, 12 de junho de 2013

SOMOS TÃO JOVENS

Somos Tão Jovens tem o mérito de captar aquele rico momento de Brasília, talvez único ao longo da trajetória da cidade ... fruto do processo de reabertura política ocorrido pouco tempo antes.

As músicas, nem se fala, são as melhores de Renato - para min -, Geração Coca-Cola, Tédio, Ainda é Cedo, Veraneio Vascaína, Que País é Esse, Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo ... coroando com Será, primeiro hit do Legião.

Mostra um Renato hiperbólico e surpreendentemente real. Afinal, ele era muito hiperbólico e não pouco chato em suas idiossincrasias. Mas sobretudo genial, o filme teve essa importante função de resgatar sua genialidade ... esta, entretanto, definitivamente seminal. Suas melhores criações foram as primeiras ...

Seus discos Legião Urbana I e Que País é Esse, são os mais significativos e raivosos ... Pinço algumas outras músicas que gosto, Acrilic on Canvas uma delas. Não existem tantas outras ...

Há todo um caldo cultural que reverbera entre a juventude brasiliense, o qual mistura dois ingredientes contraditórios, que combinados, tornam-se explosivos - privilégio e consciência. Foi estranho ver surgir sob a aura do movimento punk inglês aquela coisa híbrida e prolífica - é verdade que por pouco tempo - denominada " o rock de Brasília "... Plebe Rude, Aborto Elétrico, Capital Inicial - que vi naqueles anos como uma banda punk de Brasília, abrindo show para o Camisa de Vênus no Castro Alves -, Legião Urbana e outros mais que não vingaram ...

A cena em que Renato e seu grupo anarquizam aquela festinha tipicamente burguesa, cantando ineditamente "Tédio" quase me fez pular da cadeira do cinema, mas pelo menos cantei junto ... Sem dúvida, se Renato foi um gênio Russo foi um incendiário ... vide aquele show de anos depois em Brasília, em que houve um grande quebra-quebra depois de um de seus famosos episódios de loucura - como um Rimbaud moderno destilando sua verve.

Chorei após o filme, já em casa. Aquele cara com voz de Jerri Adriani, teve uma importância existencialista em mim ... outros preferiam Cazuza. Não sei o por quê ... Renato o Russo ... esse Renato entrou na minha vida e me deixou emparedado.

Se você quer um pouco de sangue, vísceras e vinho ... e uma ressaca contra o mundo normal ... Somos Tão Jovens lhe inocula essas coisas.

Por A.H.Garcia

   

domingo, 21 de abril de 2013

Bravura Indômita

Bravura Indômita : foto



Filme dos irmãos Cohen. Uma exceção entretanto, entre seus filmes, que primam pelo non sense, normalmente em oposição ao moralismo suburbano e os valores dominantes de uma sociedade de massa, que presa sobretudo as aparências .... em suma, desconstroem os ícones e os símbolos de uma sociedade que se cultua como conceito de mundo.

Este filme especificamente foge dessa perspectiva crítica. Não, que não seja crítico. A abordagem épica não prejudica a estética radical dos seus filmes -, os elementos incomuns que são levantados como recursos de linguagem. Assim é, com o próprio argumento - uma garota de 14 anos, que se propõe a penetrar no universo dos homens rústicos, símbolo do oeste americano que sublima, ou recalca, a realidade histórica da formação da civilização americana - é de se notar, que no território indígena em que se passa parte do filme não há um índio sequer; aliás há apenas um, que negocia cadáveres em troca de pequenas coisas da civilização dos brancos.

Entretanto, eles conseguiram fazer um filme de farwest notável, peculiar na sua composição dos personagens - anti-heróis da saga da conquista do oeste.

Uma garota de quatorze anos, cujo pai foi assasinado; um velho delegado, registrado como caçador de recompensas ( ex-soldado sulista ) e um incauto cawboy vindo do norte, que copia Buffalo Bill em seus trajes, e é talvez o personagem mais risível e parecido com aqueles que normalmente povoam os filmes dos irmãos Cohen. A garota, não me recordo o nome, os outros dois, Jeff Bridges e Matt Dammon.

Foi melhor farwest que vi em muitos anos. Os planos utilizados na filmagem lembram os filmes de John Ford - grandes pradarias e montanhas se misturam a florestas que me remetem à transição dantesca dos círculos do inferno ... onde alguns tipos da epopéia americana são revisitados. Uma odisséia pelo  imáginário dos desbravadores das fronteiras americanas e seus fantasmas. Não há remissão possível, além da morte.

Por A.H.Garcia
   

domingo, 3 de fevereiro de 2013

LINCOLN



Lincoln. Daniel Day Lewis. São indivisíveis e indivíduos. O ator foi capaz recriar o personagem histórico, de forma orgânica tal, que não consegui distingui-lo daquela persona - elaborada de forma impecável e representada melhor ainda.

Longe de ser um aspecto único, que refira-se apenas ao desempenho do ator protagonista da história, a sua atuação caracteriza-se por catalisar os demais elementos da cena para si. O nome da obra, de qualquer forma, já pressupõe essa função ao personagem; mas depois de ver o filme, não posso dizer que outro ator poderia fazê-lo - repito, ele recriou o homem Lincoln. Embora a composição do personagem tenha claramente se calcado emblematicamente em todos aqueles atributos morais, religiosos e políticos que são referidos histórica e psicologicamente à figura de Lincoln, a atuação do ator é essencial.

A perfeita correlação entre o rico argumento, o roteiro e a narrativa de um período histórico que ficou marcado por um acontecimento que resultou em um trauma nacional profundo, a Guerra de Secessão, recalcado sob o manto da vitória da democracia, traduziram-se em um excelente filme, que longe de exaltar o papel e a figura de Lincoln, contextualiza-o.

O enraizamento e a profundidade dos valores que, ainda hoje, demarcam atavicamente o núcleo moral do povo ou nação dos Estados Unidos da América, como o pragmatismo que permeia o conceito de democracia - aliás, muito peculiar, embora funcional; a onipresença colateral da guerra como solução e o radicalismo puritano, caracterizado por uma ética protestante fundamentalmente interrelacionada a uma teoria messiânica do fim do mundo, são o pano de fundo histórico e material de um mundo em processo de eclosão do modo de produção capitalista.

Este é substrato no qual a discussão sobre a escravidão é colocada no filme.

E é sintomática a morte do personagem. Consequência inelutável de uma sociedade que cultiva o absoluto poder do indivíduo ... antes mesmo do cidadão ... o indivíduo é o caráter da imanência dos Estados Unidos da América, e ele precede até mesmo a Deus - talvez isto explique quantos presidentes assassinados em uma das primeiras nações republicanas.

Resta aqui, dar os parabéns a Spielberg e nos render ao magnífico Daniel Day Lewis.

Por A.H.Garcia